Nunca fui muito bom em me autopromover. Sempre achei que o trabalho deveria falar por si mesmo.
Por muito tempo achei que isso era uma fraqueza. Hoje sei que é uma estratégia — desde que o trabalho seja realmente bom.
A reunião não era sobre mim.
Era uma reunião de status. A nova gerente de marketing se apresentando aos fornecedores externos — eu cuidava dos sites institucionais dos produtos de Gestão Pública da Softplan. Vim preparado: Trello organizado, backlog atualizado, histórico de tudo que tinha sido feito.
Apresentei. Respondi perguntas. Fui embora.
Semanas depois, recebi um convite inesperado.
Ela tinha percebido algo naquela reunião: eu sabia mais sobre o marketing digital da empresa do que boa parte dos colaboradores internos que estavam migrando pro novo time. Não porque eu era especial — mas porque eu estava ali, prestando atenção, organizando, entendendo o contexto maior do que simplesmente o que me foi pedido.
Me convidou pra integrar a equipe. Não como fornecedor. Como colaborador.
O que aprendi com isso ficou comigo desde então, em todo projeto que assumi depois:
Às vezes a melhor apresentação que você faz não é quando você está se apresentando. É quando você simplesmente está fazendo bem o seu trabalho — e alguém com bom olho está na sala.
Você não controla quem te observa. Controla só a qualidade do que entrega.
Isso mudou como eu me relaciono com cada entrega, até a mais pequena — porque nunca dá pra saber qual delas está sendo vista por quem vai definir o próximo capítulo.
A prova maior desse jeito de trabalhar não está no currículo — está nos projetos entregues. Dá pra ver o resultado direto no portfólio de trabalhos.
Se isso ressoou com você, me chama em ola@rafaelmoura.net ou pelo LinkedIn. Gosto de conversar com gente que leva o trabalho a sério.

