Existe uma diferença entre receber uma tarefa e entender um problema
Aprendi isso na primeira semana de um emprego novo — e é um dos aprendizados que mais carrego até hoje, depois de 25 anos trabalhando com design de produto digital.
Era meu primeiro dia de trabalho.
Cheguei numa agência nova, fui apresentado ao time, e no final do dia me mostraram o problema: o portal da Yoga Journal Brasil estava travado havia semanas. Site novo, revista recém-lançada no Brasil, e a base técnica que o colaborador anterior tinha escolhido não ia funcionar.
Na segunda à noite — ainda meu primeiro dia — eu disse que precisava refazer tudo. Base, back end, admin. Do zero.
Causou um susto.
Faz sentido. Ninguém quer ouvir isso de alguém que acabou de chegar. Mas eu garanti meu posto, minha gerente confiou, e a gente foi em frente.
Na sexta à noite, ela me mandou uma mensagem dizendo que ia conseguir dormir. O site estava no ar.
Tempos depois ela me contou por que tinha me contratado: sentiu que podia confiar em mim. Que eu estava ali pra levar a sério o que fazia.
Isso ficou comigo.
Porque no fundo não foi sobre tecnologia. Foi sobre diagnóstico honesto — e sobre ter coragem de falar o que você enxerga, mesmo quando não é o que as pessoas querem ouvir numa segunda de manhã.
25 anos depois, ainda é o que eu faço
Todo projeto novo começa do mesmo jeito: olhar o problema de verdade antes de aceitar a primeira solução que aparece pela frente, mesmo quando isso significa dar uma notícia difícil logo no início.
Se você trabalha com produto digital e quer conversar sobre diagnóstico, estratégia ou design de experiência, me chama em ola@rafaelmoura.net ou pelo LinkedIn.
Esse tipo de diagnóstico é o que sustenta cada projeto que aparece no portfólio — resolver o problema real antes de sair escrevendo código.

